quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A única vontade que eu tenho nos últimos dias é a de mandar TUDO ou praticamente todos para o quinto dos infernos! Eu sei que a vida não está fácil pra ninguém e que a minha tendência é a de sempre reclamar de tudo, mas dia – após - dia a única sensação e certeza que eu tenho é aquela de que não sei o que quero, não sei pra que lado quero ir, não sei quem eu quero manter por perto, muito menos o que vou querer amanhã. Me esforço cada vez que abro os olhos para tentar gostar de algo, tentar me interessar por alguma coisa, e todas as minhas tentativas são sempre frustrantes. Nem sequer chorar para desabafar ando conseguindo e isto faz com que algo se acumule dentro de mim cada dia mais, cada dia essa vontade de gritar FODA-SE o mundo, me sufoca me tira o ar me faz sentir irracional, intolerante, seca.


Às vezes tenho certeza de que odeio as pessoas, odeio ter que conviver com as pessoas e fingir ser a pessoa super equilibrada que não sou. Odeio ter que criar máscaras todos os dias para suportar a família, os vizinhos, alguns poucos amigos, e principalmente a verdade. Verdade que eu tento esconder, tento fingir... Mas a verdade mesmo é aquele que meu pai insiste em me jogar na cara sempre que falo que detesto algo, sim, eu não gosto de nada, nada mesmo, nada e pronto. Não gosto da pessoa que eu estou me tornando, não gosto das pessoas que estão em minha volta nos últimos seis meses, não gosto dessa sensação de desespero, não gosto de tomar atitudes, não gosto de ser sem atitude, não gosto de sorrir quando não tenho vontade, nem de coisas vazias, também não gosto de coisas cheias e meladas, de apelidos no diminutivo, de apelidos grosseiros, não gosto quando alguém sente pena de mim, não gosto quando não me respeitam, não gosto de pessoas sem assuntos, embora às vezes me sinta uma, e odiando tudo isso que eu começo a me odiar. Me odiar por estar forçando gostar de algo, me odiar por nunca dizer a verdade de nada, me odiar por tentar ficar escondida atrás dessa máscara que agora me machuca, me desfigura. Me odiar por ser impermeável, intocável, impaciente, por não me assumir como sou, por tentar me esconder, por machucar as pessoas, por ser tão insegura, insociável...

Incapaz, impotente...

A vontade que eu tenho é de gritar que não agüento mais, ser dessa forma, mas qualquer outra forma me machuca incansavelmente. Não agüento mais essa falta de amor que faz com que tudo se torne sem sal. Essa falta que me trava o riso, a fala, a mente...

A menina esquisita vai ser sempre a menina esquisita, por mais que se tente mudar, ando desistindo antes mesmo de começar...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Hope

Retomamos de onde paramos, como sempre. Aquele mesmo caminho percorrido tantas vezes, aqueles círculos intermináveis, os mesmo jogos em que insistimos jogar. O sonho irônico misturado com um que de realidade. Realidade esta que foge as olhos, não enxergamos nem ouvimos nada a não ser nossas próprias mentiras decoradas com fantasias e historinhas mirabolantes. Não entendo ainda o que realmente aconteceu comigo, sim porque se esconder atrás de máscaras e cascas alheias nem é o meu forte. Não escrevo só quando tenho esperanças de um “final feliz amigável”, não, eu quis você como nunca, quis tanto a ponto de perder pedaços, perder a forma de ser quem eu era que dizia ser. Me senti tão estranha de mim mesma, desconhecida. Imaginar teu sorriso solitário é praticamente tocar meu ego, minha alma. Pensar no quanto me fez mal, me deixa bem, e perceber o quanto de tempo perdi me faz abrir os olhos, aos poucos, e um ou outro cisco ainda incomoda, incomoda bem La no fundo, dificultando ainda a visão da realidade.


Eu apostei minhas chances, duvidei, e me libertei. O que eu quero? Talvez soubesse responder, mas não seria o mais correto, atitude que não me faria orgulhosa.

E é com esse meu jeito de querer consertar tudo que pioro as coisas, você vem pra perto de mim e quase sinto teu cheiro, a distancia entre o céu e a terra se anulam e eu sinto o sabor que tanto conheço.

Não são esperanças, não é um desabafo, é a força da imaginação me mostrando que é possível... Entre linhas tão tortas nossa historia é escrita e esta não pode ser mudada. Eu posso inventar amores, planos, sentimentos... Posso fingir feliz, criar falas e personagens que só existem no meu mundo, eu tento! Crio mundos, desfaço mundos, cansei...

É acho que nunca gostei de você... Sou tão teimosa a ponto de por na cabeça e acreditar no que eu quiser, e quis querer!

Agora você, coitado... Está confuso, mal sabe o que está por vir, porque não sabe o motivo disso que está sentindo agora...

E embora ninguém queira admitir, é o ciúme que toma forma e só esses olhos não vêem!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Eu prometi nunca mais escrever, mais os meus "nunca mais" duram muito pouco... Bem, talvez porque hoje seja segunda, talvez porque o seu cheiro ainda está em mim, e eu sentir aquela aperto tão conhecido que me impede de sentir, de falar, e quase de respirar... E algo preso dentro de mim, como um ponto de interrogação insistindo para sair, arrebentar tudo que encontrar pela frente... Não me sinto inspirada, não me sinto apaixonada... Me sinto perdida e ao mesmo tempo com os pés no chão, ao lado dos seus...
Não sei te evitar, não sei não te respirar, porque você está em mim e acabar com você seria acabar comigo.
Você pode ser estranho, esquesito, engraçado ou meio desajeitado, mas estar ao seu lado e como me reconhecer como ser humano e sentir cada célula do meu corpo colaborando para uma finalidade.
Hoje é segunda e você ainda faz parte dos meus pensamentos, dos meus planos, dos meus problemas, das minhas lágrimas, das minhas orações, do meu passado, presente e futuro, do meu riso sincero, das minhas "dores" musculares...
Talvez, tudo venha a amadurecer um dia, as minhas esperanças talvez se confirmem, e tudo aquilo que eu sempre imaginei se concretize.
Você está chegando, encerro meu texto, vou para o banho, arrumo seu lado da cama, a gente ri, você me abraça e diz que me AMA.

Porque?

E eu não sei porque diabos ainda insisto em te tirar da minha vida, da minha cabeça da minha categoria de VIPS do celular...


Se com você tudo é tão fácil e tão dificil ao mesmo tempo...

Com você não preciso fingir interesse, porque ele transborda de mim a todo instante, não preciso inventar conversar mirabolantes nem ficar com medo do que vou falar em seguida, mesmo decorando textos pra tentar te impressionar, mas isso não conta...

Não preciso fingir que detesto, mas adoro suas músicas bregas...

Não preciso fingir que te odeio e te adoro quando você vem com suas modéstias que eu sei de cor e me obrigo a concordar...

Entre risos e lagrimas meus olhos brilham quando enchergam os seus...

E entre mentiras e sonhos impossíveis te encontro... Não quero te deixar ir, quero te sentir do meu lado, não me interessa aquele e aquele outro, não me interessa os seus papos de que não quer “iludir” ninguém... Eu te sinto a todo momento, sou feliz nessa minha infelicidade e me sinto idiota em da razão e do caos que estar aqui nesse momento...

Não me interessa se sentirei outros perfumes, se tocarei outros corpos... Porque quando fecho os olhos o que imagino é o seu rosto...

E eu deveria de parar de ser boba, e tentar tirar você da minha vida mais uma vez, dar moral pro cara CDF que na verdade não está nem aí pra mim... Mas eu crio planos e estratégias que nunca funcionam...Porque aquele não é o seu “kkk” não é a sua letra em azul itálico que me causa arrepios ...

Não sei se o mais difícil é viver sem vc, ou viver com e sem vc...

E são quase meia noite... e eu ouço teus sertanejos bregas e imagino você agora e o nosso final feliz mais brega ainda... Na tristeza e na alegria... Mais tristeza e alegria...e tudo dói, minha cabeça dói, meu corpo dor, minha alma dói... Eu desligo o computador, tomo um remédio pra dor, que não causa efeito... Rolo de um lado para outro na cama, saudade apertaaaaa, e eu brinco que te tenho do meu lado... Sonho meu sonho lindo, onde somos felizes e tenho você, penso em um cigarro, afasto esse pensamento e decido mais uma vez te tirar, não so tirar... Te arrancar com todas as raízes da minha vida... Mas eu sinto seu cheiro e...







segunda-feira, 16 de maio de 2011

Segunda-feira!

Todas são iguais, eu espero você me chamar porque sei que seu final de semana não foi o que você esperava, sei que sentiu saudades de mim, talvez lembrou das vezes que discutimos coisas sem importancia, ou dos depoimentos enormes que eu deixava no seu orkut te chingando e dizendo o quanto eu te odiava.
Eu sei, que você pode ter tentado me tirar da cabeça enquanto olhava pra aquela mulher fácil, ou aquele mais gostosa que você faz questão de me dizer que não "pegou" porque não quis. Não quis porque ela não era eu, ela não olhava nos teus olhos, não te fazia se sentir o melhor homem do mundo, não sabia de quem se tratava e do quanto você fazia alguém feliz simplesmente porque existia.
Não quis, porque ela poderia ser a mulher mais gostosa da festa, mas não te fazia sentir o cara mais gostoso do mundo.
Não quis, porque ela não perderia seu tempo criando assuntos em comum com você, nem discutiria os centimetros que seus braços incharam depois de 5 anos na academia.
Ela não sabe como seu cabelo era feio, como você era sem graça, e como é sua voz depois de uma noite toda sem dormir...
Ela não lembra das suas queimaduras daquele verão... Não sabe que seus joelhos são problemáticos e doem quando se esforçam demais...
Ela não sabe o qão triste era ver você saindo naquela porta sem saber se ainda voltaria, mas sempre voltava...
Voltava porque não tinha o que fazer naquela tarde, ou porque o final de semana não tinha sido como você esperava.. E eu? Eu estava lá toda segunda, esperando você me chamar... Mesmo que fosse pra falar das "gostosas" que você não quis pegar naquela festa.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Não é amor, nunca foi... Não é porque eu curto seu cabelo, seus pensamentos, suas conversas e sua safadesas que é amor... Não é porque eu curto suas gengivas aparecendo quando você ri e aquela sua marca de nascença no se braço direito, que é amor... E não é porque nossos números são parecidos, ou porque te dou apelidos carinhosos, ou porque penso em você quando acordo e quando vou dormir...
não é porque adoro seus ombros largos e seu corpo branco com aquelas marquinhas... E nem porque você veste vermelho quando eu visto, ou porque você tem toalhas rosas e creme de mão no carro... E eu gosto da sua sinceridade que faz doer, gosto da sua clareza misturada com a minha mania de rir e ironizar tudo...  Rio da sua modéstia, do seu senso de humor barato, das suas habilidades na cozinha, admiro seu gosto por livros, por roupas e perfumes e sinto vontade de chorar quando penso naquele ser tão vazio...
Eu conheço cada centímetro seu... Sou capaz de descreve-lo minunciosamente... Eu gosto do seu maxilar destacado, das suas mãos delicadas e dos seus joelhos engraçados... Eu sinto o cheiro do seu cabelo e o gosto da sua nuca... E em meio a milhões de pessoas eu com a minha miopia consigo te identificar facilmente... E isso não quer dizer que seja amor... Não é amor achar graça nos  seus adidas inseparáveis, e curtir aquelas músicas das bandas emo que você curte... E se for amor eu quero que deixe de existir como as coisas que deixaram de acontecer naquele apartamento vazio... As palavras que não foram ditas por não querer que fossem de verdade... Não era e não é... amor...
Eu escolhi te esquecer, sim escolhi... Você está longe, eu estou longe... Tudo sob controle, já nem lembrava mais como era o seu cabelo se não fosse aquele dia em pensei ter te visto em um lugar nada a ver...
E também não era você atravessando a rua, muito menos na fila do banco...
Não era seu número aquele que me ligou naquele domingo chuvoso e não era o seu carro estacionado na frente daquele prédio... Sim... sinto você saindo de mim, é como nunca estivessemos juntos... Nunca estivemos próximos, nunca existiu aquele silêncio seguido de um "OI" e um "Tudo bem" pronunciado na mesma hora em que eu falava "tudo bem"... Nunca rimos das situações passadas, nunca perdi meu tempo te assitindo trabalhar, nem se quer fiquei implorando que o celular tocasse naquela segunda, terça, quarta, quinta- feira... Não rimos juntos as sextas-feiras, nem reclamamos do silêncio entre nós...
Nada existiu, o meu mundo aqui é lindo... Tenho pretendentes inteligentes, vou a lugares legais, e tudo está dando certo, vou poder te provar que você estava errado, não você nunca esteve errado... Estou feliz na minha injusta mais alegre tristeza...
E piscando os olhos eu me vejo acordando e tudo era um sonho e você está aqui novamente..
E eu me sentindo idiota por achar que você não existia, você sempre existiu na minha essencia, porque ser você é ser eu.. e ser eu é complicado... Eu não sei o que é o amor... Eu não sei o que é amar alguém imperfeito, modesto... E você chega e me faz sentir aquele cheiro doce que é te ter...
E em meio da clareza e da certeza que só eu tenho, eu me descubro perdida... E você me desperta nas atitudes mais idiotas que já imaginei... Eu canso de inventar mundos legais e volto pra aquele velho tempo, onde o absurdo é pensar que um dia eu vou entender...

domingo, 8 de maio de 2011

Querer ficar sozinha e querer deixar de ver você em todo ou qualquer ser que cruza o meu caminho...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

3 meses...

Eu vejo todo um filme passando pela minha cabeça, eu perdida nas minhas indecisões de sempre, minuto feliz, minuto triste, final de ano, natal, perdi você, perdi mais uma vez, mas uma vezes das muits talves que ainda perderei, aniversário, aquele twitter idiota me fazendo estremecer de raiva e de dor a cada minuto, a vontade de arrancar tudo de mim de partir deste mundo...
Aquela virada de ano tão igual quantas as outras, as mesmas esperanças de sempre, a raiva, nossa a raiva de te odiar, de me odiar de odiar a todos.. A raiva daquela vida que já não fazia mais sentido e a esperança de ainda de ver naquela porta, mesmo jurando NUNCA MAIS, como sempre...
Decidi, que deixaria tudo, mas deixar tudo doi, nossa doeu, mas não mais do que eu imaginava, e ver tudo ficar pra trás me trouxe a sensação de liberdade, ver aquele lugar vazio que você povoou tantas vezes, deixar as alegrias e as dores e você e aquele gosto de menta misturada com perfume importado e aroma de vazio e o seu cheiro no outro dia no meu travesseiro e a dor e a saudade e a indecisão e o fim...