A única vontade que eu tenho nos últimos dias é a de mandar TUDO ou praticamente todos para o quinto dos infernos! Eu sei que a vida não está fácil pra ninguém e que a minha tendência é a de sempre reclamar de tudo, mas dia – após - dia a única sensação e certeza que eu tenho é aquela de que não sei o que quero, não sei pra que lado quero ir, não sei quem eu quero manter por perto, muito menos o que vou querer amanhã. Me esforço cada vez que abro os olhos para tentar gostar de algo, tentar me interessar por alguma coisa, e todas as minhas tentativas são sempre frustrantes. Nem sequer chorar para desabafar ando conseguindo e isto faz com que algo se acumule dentro de mim cada dia mais, cada dia essa vontade de gritar FODA-SE o mundo, me sufoca me tira o ar me faz sentir irracional, intolerante, seca.
Às vezes tenho certeza de que odeio as pessoas, odeio ter que conviver com as pessoas e fingir ser a pessoa super equilibrada que não sou. Odeio ter que criar máscaras todos os dias para suportar a família, os vizinhos, alguns poucos amigos, e principalmente a verdade. Verdade que eu tento esconder, tento fingir... Mas a verdade mesmo é aquele que meu pai insiste em me jogar na cara sempre que falo que detesto algo, sim, eu não gosto de nada, nada mesmo, nada e pronto. Não gosto da pessoa que eu estou me tornando, não gosto das pessoas que estão em minha volta nos últimos seis meses, não gosto dessa sensação de desespero, não gosto de tomar atitudes, não gosto de ser sem atitude, não gosto de sorrir quando não tenho vontade, nem de coisas vazias, também não gosto de coisas cheias e meladas, de apelidos no diminutivo, de apelidos grosseiros, não gosto quando alguém sente pena de mim, não gosto quando não me respeitam, não gosto de pessoas sem assuntos, embora às vezes me sinta uma, e odiando tudo isso que eu começo a me odiar. Me odiar por estar forçando gostar de algo, me odiar por nunca dizer a verdade de nada, me odiar por tentar ficar escondida atrás dessa máscara que agora me machuca, me desfigura. Me odiar por ser impermeável, intocável, impaciente, por não me assumir como sou, por tentar me esconder, por machucar as pessoas, por ser tão insegura, insociável...
Incapaz, impotente...
A vontade que eu tenho é de gritar que não agüento mais, ser dessa forma, mas qualquer outra forma me machuca incansavelmente. Não agüento mais essa falta de amor que faz com que tudo se torne sem sal. Essa falta que me trava o riso, a fala, a mente...
A menina esquisita vai ser sempre a menina esquisita, por mais que se tente mudar, ando desistindo antes mesmo de começar...
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Hope
Retomamos de onde paramos, como sempre. Aquele mesmo caminho percorrido tantas vezes, aqueles círculos intermináveis, os mesmo jogos em que insistimos jogar. O sonho irônico misturado com um que de realidade. Realidade esta que foge as olhos, não enxergamos nem ouvimos nada a não ser nossas próprias mentiras decoradas com fantasias e historinhas mirabolantes. Não entendo ainda o que realmente aconteceu comigo, sim porque se esconder atrás de máscaras e cascas alheias nem é o meu forte. Não escrevo só quando tenho esperanças de um “final feliz amigável”, não, eu quis você como nunca, quis tanto a ponto de perder pedaços, perder a forma de ser quem eu era que dizia ser. Me senti tão estranha de mim mesma, desconhecida. Imaginar teu sorriso solitário é praticamente tocar meu ego, minha alma. Pensar no quanto me fez mal, me deixa bem, e perceber o quanto de tempo perdi me faz abrir os olhos, aos poucos, e um ou outro cisco ainda incomoda, incomoda bem La no fundo, dificultando ainda a visão da realidade.
Eu apostei minhas chances, duvidei, e me libertei. O que eu quero? Talvez soubesse responder, mas não seria o mais correto, atitude que não me faria orgulhosa.
E é com esse meu jeito de querer consertar tudo que pioro as coisas, você vem pra perto de mim e quase sinto teu cheiro, a distancia entre o céu e a terra se anulam e eu sinto o sabor que tanto conheço.
Não são esperanças, não é um desabafo, é a força da imaginação me mostrando que é possível... Entre linhas tão tortas nossa historia é escrita e esta não pode ser mudada. Eu posso inventar amores, planos, sentimentos... Posso fingir feliz, criar falas e personagens que só existem no meu mundo, eu tento! Crio mundos, desfaço mundos, cansei...
É acho que nunca gostei de você... Sou tão teimosa a ponto de por na cabeça e acreditar no que eu quiser, e quis querer!
Agora você, coitado... Está confuso, mal sabe o que está por vir, porque não sabe o motivo disso que está sentindo agora...
E embora ninguém queira admitir, é o ciúme que toma forma e só esses olhos não vêem!
Eu apostei minhas chances, duvidei, e me libertei. O que eu quero? Talvez soubesse responder, mas não seria o mais correto, atitude que não me faria orgulhosa.
E é com esse meu jeito de querer consertar tudo que pioro as coisas, você vem pra perto de mim e quase sinto teu cheiro, a distancia entre o céu e a terra se anulam e eu sinto o sabor que tanto conheço.
Não são esperanças, não é um desabafo, é a força da imaginação me mostrando que é possível... Entre linhas tão tortas nossa historia é escrita e esta não pode ser mudada. Eu posso inventar amores, planos, sentimentos... Posso fingir feliz, criar falas e personagens que só existem no meu mundo, eu tento! Crio mundos, desfaço mundos, cansei...
É acho que nunca gostei de você... Sou tão teimosa a ponto de por na cabeça e acreditar no que eu quiser, e quis querer!
Agora você, coitado... Está confuso, mal sabe o que está por vir, porque não sabe o motivo disso que está sentindo agora...
E embora ninguém queira admitir, é o ciúme que toma forma e só esses olhos não vêem!
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