Retomamos de onde paramos, como sempre. Aquele mesmo caminho percorrido tantas vezes, aqueles círculos intermináveis, os mesmo jogos em que insistimos jogar. O sonho irônico misturado com um que de realidade. Realidade esta que foge as olhos, não enxergamos nem ouvimos nada a não ser nossas próprias mentiras decoradas com fantasias e historinhas mirabolantes. Não entendo ainda o que realmente aconteceu comigo, sim porque se esconder atrás de máscaras e cascas alheias nem é o meu forte. Não escrevo só quando tenho esperanças de um “final feliz amigável”, não, eu quis você como nunca, quis tanto a ponto de perder pedaços, perder a forma de ser quem eu era que dizia ser. Me senti tão estranha de mim mesma, desconhecida. Imaginar teu sorriso solitário é praticamente tocar meu ego, minha alma. Pensar no quanto me fez mal, me deixa bem, e perceber o quanto de tempo perdi me faz abrir os olhos, aos poucos, e um ou outro cisco ainda incomoda, incomoda bem La no fundo, dificultando ainda a visão da realidade.
Eu apostei minhas chances, duvidei, e me libertei. O que eu quero? Talvez soubesse responder, mas não seria o mais correto, atitude que não me faria orgulhosa.
E é com esse meu jeito de querer consertar tudo que pioro as coisas, você vem pra perto de mim e quase sinto teu cheiro, a distancia entre o céu e a terra se anulam e eu sinto o sabor que tanto conheço.
Não são esperanças, não é um desabafo, é a força da imaginação me mostrando que é possível... Entre linhas tão tortas nossa historia é escrita e esta não pode ser mudada. Eu posso inventar amores, planos, sentimentos... Posso fingir feliz, criar falas e personagens que só existem no meu mundo, eu tento! Crio mundos, desfaço mundos, cansei...
É acho que nunca gostei de você... Sou tão teimosa a ponto de por na cabeça e acreditar no que eu quiser, e quis querer!
Agora você, coitado... Está confuso, mal sabe o que está por vir, porque não sabe o motivo disso que está sentindo agora...
E embora ninguém queira admitir, é o ciúme que toma forma e só esses olhos não vêem!
terça-feira, 4 de outubro de 2011
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