Não é amor, nunca foi... Não é porque eu curto seu cabelo, seus pensamentos, suas conversas e sua safadesas que é amor... Não é porque eu curto suas gengivas aparecendo quando você ri e aquela sua marca de nascença no se braço direito, que é amor... E não é porque nossos números são parecidos, ou porque te dou apelidos carinhosos, ou porque penso em você quando acordo e quando vou dormir...
não é porque adoro seus ombros largos e seu corpo branco com aquelas marquinhas... E nem porque você veste vermelho quando eu visto, ou porque você tem toalhas rosas e creme de mão no carro... E eu gosto da sua sinceridade que faz doer, gosto da sua clareza misturada com a minha mania de rir e ironizar tudo... Rio da sua modéstia, do seu senso de humor barato, das suas habilidades na cozinha, admiro seu gosto por livros, por roupas e perfumes e sinto vontade de chorar quando penso naquele ser tão vazio...
Eu conheço cada centímetro seu... Sou capaz de descreve-lo minunciosamente... Eu gosto do seu maxilar destacado, das suas mãos delicadas e dos seus joelhos engraçados... Eu sinto o cheiro do seu cabelo e o gosto da sua nuca... E em meio a milhões de pessoas eu com a minha miopia consigo te identificar facilmente... E isso não quer dizer que seja amor... Não é amor achar graça nos seus adidas inseparáveis, e curtir aquelas músicas das bandas emo que você curte... E se for amor eu quero que deixe de existir como as coisas que deixaram de acontecer naquele apartamento vazio... As palavras que não foram ditas por não querer que fossem de verdade... Não era e não é... amor...
segunda-feira, 9 de maio de 2011
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